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Dessa coisa das relações

por Quadrada, Quarta-feira, 13.04.11

Começo a achar que grande parte da experiência e saber que obterei no campo da Psicologia, no que toca a relações amorosas, será através dos meus próprios amigos e das suas histórias. Confesso que foi precisamente em conversas com eles que me apercebi que daria uma excelente psicóloga e que até gostava disto, mas cada vez descubro mais um pontinho em mim que me faz repetir na minha própria cabeça que, se calhar, até tenho jeito para a coisa.

Introdução terminada, vou dar início à questão.

 

Uma relação, como todos nós sabemos, é composta por duas pessoas, pelo menos na nossa cultura. Sendo assim, porque é que se parte do princípio que, quando há um problema, esse está apenas numa pessoa? Não está, meus caros. Podem dizer-me que está maioritariamente num dos membros do casal, mas o outro também contribui nalguma coisa para a existência desse mesmo problema, nem que seja apenas um bocadinho.

Às vezes, há situações em que o problema é nada mais e nada menos que falta de comunicação. As pessoas não conversam, acham que o outro é adivinho e já sabe tudo sem que se diga, e isso está errado. É preciso conversar, dizer "eu sinto-me assim", explicar o que se passa. O primeiro passo para resolver um problema é identificá-lo, o segundo é estar disposto a solucioná-lo.

O problema nestes últimos passos, é que o que se ouve é "nós temos um problema porque TU és assim e fazes assado" e depois atira-se para as costas do outro o peso desse mesmo problema e a responsabilidade da resolução. Acontece que, deste modo, o problema persistirá e provavelmente ficará ainda mais grave, tendo em conta que agora, para além do problema inicial, há também outros: surge o sentimento de culpa por parte da pessoa que é acusada de ser a causa do problema; o que se sente "lesado" chateia-se porque não vê mudanças (mas também não faz nada para ajudar); o afastamento entre o casal aumenta; as discussões passam a ser uma constante (ou a falta delas, isto é, o silêncio - que por vezes é pior)...enfim, de um problema faz-se um monte deles simplesmente porque as pessoas se recusam a admitir que têm um problema, mas que esse problema é comum (do casal, e não de um dos membros) e que é preciso resolvê-lo a dois (ou a três, se decidirem recorrer a um psicólogo ou terapeuta).

 

Chegar a casa, virar para o lado e dormir por simples conformismo com a situação, não vai levar a que o problema desapareça. Pelo contrário, é como o pó: ou o limpamos, ou ele aumenta cada vez mais.

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2 comentários

De Filippa a 13.04.2011 às 14:31

Eu penso que as pessoas têm a tendência para culpar o outro pois não querem admitir a si próprios que falharam. sendo assim preferem descarregar as culpas para o outro.

De Fábio Raposo a 13.04.2011 às 14:45


Esse erro hoje em dia é muito comum... pensar que a culpa nunca é nossa mas sempre do outro é um estupidez... isso depois pode levar a discussões quase por tudo e por nada e por coisas sem jeito nenhum...

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