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Não me peçam para explicar, que eu não consigo

por Quadrada, Segunda-feira, 01.04.13

Já há alguns anos que tenho duas gatas, a Flor e a Rosita. Acho que já falei delas algumas vezes aqui no blog.

Quando a Rosita chegou, eu não a suportava. Ela passava a vida a estragar coisas, a arranhar-nos, a miar feita parva a noite inteira...depois cresceu, acalmou e eu aceitei melhor a presença dela cá em casa.

A seguir à Rosita veio a Flor. Tinha cara de atrasada mental, era uma bola de pêlo com pernas, ia contra tudo, e por isso mesmo tinha imensa piada. É a gata mais burra, estúpida e deficiente à face da Terra, e é precisamente por causa disso que toda a gente a adora e se ri com ela, incluindo eu.

É certo que elas têm estado na varanda desde que vieram cá para casa, então não passo propriamente muito tempo com elas. Cada uma tem a sua casota, protegendo-as do vento e da chuva, estão bem ali e são bem tratadas. No entanto nunca puderam vir cá para dentro porque a Flor não tem regras nenhumas e é certo e sabido que vai fazer as necessidades dela em qualquer lado, e a Rosita trepa para tudo quanto é sítio, mesmo que isso implique derrubar vasos e cenas do género.

Ainda assim, eu sei que elas estão lá. Se estiver na sala a ver televisão, sei que elas estão lá. Se estiver no quarto a ouvir música, sei que elas estão lá. Ainda que não esteja com elas ao lado, ainda que mal as veja, elas estão ali, são as minhas gatinhas. Só que agora os meus pais decidiram dá-las. E eu estou tão, mas tão triste com isso. Não queria que elas fossem embora, porque mesmo que miem a noite toda por causa do cio, eu gosto delas. E apesar de não poderem estar cá dentro, são as minhas gatinhas. Como podem dá-las depois de nos terem habituado à presença delas?

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1 comentário

De Cat. a 01.04.2013 às 17:01

Ohh :/ tenta que eles nao as dêem ..

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