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Coisas de família, parte 3

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Situação: Quadrada entra pacificamente em casa e dá de caras com o irmão, recém-chegado do treino de futebol.

 

Quadrada: Méké, mano?

Irmão: Fogo, estou todo partido.

Quadrada: E o primo? Jogou?

Irmão [ler à Paulo Bento]: Não, o primo...âââ...o primo...âââ...está gastigado.

Quadrada: Hã?
Irmão [ler sem sotaque]: Castigado. A tia pô-lo de castigo.

Quadrada: Porquê?

Irmão: Epá...pensa comigo: se tu tiveres uma cadeira de madeira e acenderes um fósforo debaixo dela, o que é que provavelmente acontece?

Quadrada: Queimo a cadeira.

Irmão: Pois. E se depois disso ficar tudo em cinzas, tu pisares essas mesmas cinzas e andares a rastenhar o chão todo pela cozinha?

Quadrada: Eh...sujo o chão todo.

Irmão: Pois. O primo, pelos vistos, não percebeu isso.

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Novamente os animais (este blog já parece um Zoo...a começar pelo macaco do meu namorado...também conhecido por porquinho Babe)

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Epá, mas porque é que Deus criou os caracóis?! Só se for para me deliciar no Verão porque, de resto, não vejo utilidade aparente dos ditos!

Hoje deparei-me com um caracol a babar o chão à medida que se deslocava. Deu-me logo vontade de lhe espetar c'um calduço e o mandar plantar batatas, mas contive-me [ando a fazer exercícios de relaxamento e controlo pessoal, motivada em parte pela necessidade de renovar a minha paciência a cada 2 minutos sempre que tenho que aturar uma professorazinha que eu cá sei].

Acho sinceramente que os caracóis são gajos para serem as criaturas mais estúpidas à face da Terra. Qual é a piada de passar toda uma vida com uma carapaça às costas a babar tudo e mais alguma coisa?!

A sério, se aquele caracol d'uma figa tivesse ouvidos, eu virava-me para ele e dizia-lhe assim:

- És m'ta ranhoso, tu!

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Uma pessoa lê estas coisas e pensa assim "caraças, sou mesmo fruto de um casal apaixonado"

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

AMOR: Aquilo que começa com um príncipe a beijar um anjo e acaba com um careca a olhar para uma gorda.

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O mais provável pensamento da mãe do Babe:

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

"Anda uma mulher 20 anos a criar um filho para fazer dele um homem e vem-me esta gaja não sei donde que em 20 minutos conseguiu fazer dele um parvo".

 

Elementar, minha cara sogra, elementar.

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...e se fugir de casa, não peço abrigo ao meu tio.

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Quadrada: Ó tio!! És tu?

Tio: Não, ainda não cheguei. E tu, és tu ou pareces?

Quadrada: Sou eu.

Tio: Olha, vês? Tiveste sorte.

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Qualquer dia fujo de casa.

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Mãe: Ó filho, tens que levar o B.I. original para a escola, ou é só fotocópia?

Irmão: Sei lá, Mãe...o que é que diz no papel?

Mãe: Diz que é fotocópia.

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Os 'pxârânhas'

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Começo a intrigar-me realmente acerca das várias espécies de animais que habitam neste planeta. E após uma mui rigorosa análise, concluí que o peixe-aranha é um dos animais mais estúpidos e sem sentido de existência que existem. Porque, vejamos bem, o peixe-aranha (assim muito resumidamente) é um animal que não serve para absolutamente nada, a não ser para picar pessoas e discriminar as aranhas. O que, a meu ver, revela duas coisas:

  1. os peixe-aranhas são animais com fetiches por pés.
  2. os peixe-aranhas são animais discriminatórios.

E agora perguntam vocês: Ah, ó Quadrada, mas porque é que tu dizes que os peixe-aranhas são animais discriminatórios?

E Quadrada responde-vos, meus queridos, que estes animais são discriminatórios porque incriminam e discriminam as aranhas.

E agora perguntam vocês: Ah, ó Quadrada, mas porque é que tu dizes que os peixe-aranhas incriminam e discriminam as aranhas?

E Quadrada responde-vos, minhas jóias, que estes animais incriminam e discriminam as aranhas porque, respectivamente, utilizam o nome delas para cometer os actos de picanço de pés, mas depois querem ter os louros todos e só eles é que picam banhistas...as aranhas que se amanhem com outra coisa!

E agora perguntam vocês: Ah, ó Quadrada, mas não devias ter dito que, visto por essa lógica, eles não só discriminam as aranhas como o resto dos peixes?

E Quadrada responde-vos, meus amores, que sim.

E agora perguntam vocês: Ah, ó Quadrada, mas então porque é que não disseste?

E Quadrada manda-vos calar e ir fazer perguntas à senhora que vos pariu porque ela quer continuar o raciocínio e vós estais a impedir isso.

Continuando: os peixe-aranhas, por acaso, comem tubarões? Extinguiram os dinaussauros? Capturaram o Bin Laden? Executaram o Saddam? Despediram o Sócrates? NÃÃÃOOOO!!! Esses animais têm um sem-fim de coisas contra eles e nada a favor!!

E depois há a parte de se enterrarem na areia para fazer os picanços sem serem vistos, assim sob disfarce. Não percebo porque é que a InterPol ainda não anda à caça dos pxârânhas! Porque a verdade é que se fosse eu já estava na lista dos 10 mais procurados, mas como são eles já é olhem p'ra mim, sou um 'pxârânha. E mais: se querem ficar enterrados, então porque é que deixam o pico de fora?! Isso, a meu ver, já é exibicionismo e atentado ao pudor. É tipo aqueles senhores das gabardines, só que sem gabardine.



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Coisas de família, parte 2

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Situação: família à mesa.

 

Primo mais novo: Ó mano...

Primo mais velho: Hã?

Primo mais novo: Há alguma coisa maior que XXL?

Primo mais velho: Há.

Primo mais novo: Há? O quê?

Primo mais velho: As cuecas da Mãe.

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Coisas de família

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Quando o meu pai comprou a nossa carrinha de 7 lugares, todos ficámos maravilhados. O raio do automóvel era enorme, super espaçoso, mais parecia um avião!

Quando fomos mostrá-la ao meu primo mais velho, perguntei-lhe:

- Olha lá, já arranjaste emprego para o Verão?

- Não, porquê? - Perguntou ele.

- Não procures mais, ficas a trabalhar na minha carrinha. Vens fazer de hospedeiro.

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Desabafo #

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Sou uma pessoa crente...e isso inclui ser crente na ciência.

Há aquela teoria que diz que descendemos dos macacos e eu, para ser sincera, sempre tendi a acreditar nisso.

Recentemente, vi o Tony Ramos em tronco nú numa telenovela e fiquei ainda mais convencida de que isso é mesmo verdade.


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Filosofia, pura filosofia.

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Se há biscoitos de água e sal, e o mar é constituído por água e sal, então conclui-se que o mar é um biscoitão.

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Problema de expressão.

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Sou tão rica em vocabulário que às vezes nem eu mesma percebo um car*lho do que estou a dizer.

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Desabafo #

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Ia fondo, mas não indo.

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Para provar matematicamente o que afirmei no post anterior:

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Se ele é meu namorado, então:

Ele = Namorado

 

Se o namorado deve ser o melhor amigo, então:

Ele = Melhor amigo

 

Se o melhor amigo da mulher é o diamante, então:

Ele = Diamante

 

Se o diamante não é redondo, então:

Ele ≠ Redondo

 

Se tudo o que não é redondo é chato, então:

Ele = Chato

 

Não dizem que a Matemática é uma ciência exacta?!
Então ai de quem me venha dizer que ele não é chato.

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Se o meu namorado fosse...

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Uma hora do dia: seria a uma da manhã, porque é chato ir para casa a essa hora e porque é extremamente chato que nos acordem a essa hora.

Um astro: seria o astromelga.

Uma direcção: seria o Nor-Noroeste, que não ajuda absolutamente nada quando uma pessoa se perde.

Um móvel: seria a cómoda, onde é fácil uma pessoa bater com o dedo mindinho do pé e ficar logo com o dia estragado.

Um líquido: seria o meu período, porque é chato quando ele vem e mais chato ainda quando ele não vem.

Um pecado: seria a preguiça. Fim de citação.

Uma pedra: seria uma pedra no sapato. Ou uma pedra bicuda no meio da estrada, que fura os pneus de quem não a vê. Ou uma pedra no meio do caminho onde, novamente, é fácil bater com o dedo mindinho do pé.

Uma flor: seria precisamente a que causa alergia ou traz abelha.

Um estado do tempo: seria a trovoada. Fim de citação.

Um instrumento: Um pífaro...desafinado.

Um animal: Um piolho...porque quando vão para os genitais passam a chamar-se chatos.

 

Posto isto, declaro por minha honra e prestígio que o meu namorado é chato, mas é o melhor do Mundo.

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Quadrada e suas aventuras zoológicas

por Quadrada, Terça-feira, 01.02.11

Segundo vejo e me contam, as crianças tendem a ter bons momentos com animais: nadam com golfinhos, fazem festinhas aos gatinhos, brincam na praia com os cachorrinhos...mas também foi minha conclusão que isso é o que acontece com as crianças normais. Ora, crianças como a Quadradinha (sim, porque na altura ainda era Quadradinha) não são de todo assim. E, realmente, a minha infância no que diz respeito a animais não foi muito feliz (em parte, por culpa do meu pai!).

Senão, vejamos:


Primeiro, Quadradinha e os seus três anos estão todos contentes a ver um espectáculo de leões marinhos, confortavelmente sentados naquelas cadeiras que se fecham sozinhas mal nos levantamos (este pormenor é crucial no decorrer da história). E lá estava a Quadradinha de rabo sentado numa coisa dessas quando os treinadores decidiram trazer dois leões marinhos para junto do público com o intuito de distribuir "beijinhos".

Querem saber a verdade? EU NÃO QUERIA BEIJOS NENHUNS, mas os meus pais acharam que seria super giro filmar-me a receber uma espécie beijo de todo um leão marinho cheio de bigodes. Vai daí, chamaram um dos treinadores e, claro, A FOCA (blá blá blá, era um leão marinho, JÁ SEI). Ora, quando o animal se aprochega para me dar o beijo que, repito, EU NÃO QUERIA, eu, com o impulso, não sei bem o que fiz e, provavelmente na tentativa de me esquivar (sim, porque nem ser beijada pela minha tia Otília, que tem um bigode maior que o do meu tio Quim, seria tão mau), esperneei de tal maneira que o raio da cadeira fechou-se e lá ficou a Quadradinha, com o seu meio metro de altura, de pernas para o ar e assim a modos que entalada na cadeira.

Tudo isto perante uma grande audiência, note-se.

 

A segunda situação foi no Jardim Zoológico. Naquela altura, em que eu devia ter uns 4 anos, existia um macaco que toda a gente adorava. Baptizaram-no com o nome de Eusébio e o meu pai, provavelmente pelo nome do dito, insistia que tinha que levar-me a ver o raio do macaco...como se me interessasse! Mas o homem insistia com tanto fervor, que lá conseguiu convencer-me.

Quando chegámos ao Jardim Zoológico, consegui que os meus pais me comprassem um gelado através do meu fantástico poder de persuasão. E lá ia eu toda contente a comer o meu gelado de limão (que era mais água que outra coisa), a caminho da jaula do Eusébio. O dito cujo era pequenino e engraçado e, sinceramente, era impossível não reparar nele, porque punha-se a fazer palhaçadas e toda a gente ria imenso.

"Ai, que macaquinho tão giro", disse eu à minha mãe. O espaço de tempo em que olhei para ela foi o suficiente: quando olhei, já não tinha o meu gelado! Sim, foi isso mesmo, o estúpido do macaco tirou-mo da mão enquanto eu não estava a olhar! E pior: ainda começou a gozar comigo enquanto o comia. Três anos depois, arrancou um saco de amendoins da mão do meu irmão. Alguém que leve este macaco a tribunal, se faz favor.

 

Mas CALMA! Não se vão já embora! Achavam que isto acabava por aqui? Nah! Isso nem dava para meia página de livro.

 

Ora, Quadrada tinha os seus 7 ou 8 anos quando voltou ao Jardim Zoológico. Desta vez, já ninguém quis ir ver o Eusébio. Conclusão: fomos ver um elefante muito habilidoso que tocava o sino quando lhe dávamos uma moeda. Os meus pais já deviam saber que nunca se deve confiar em ninguém que quer sempre alguma coisa em troca, até para tocar a porcaria de um sino, mas pelos vistos não sabiam porque o meu pai foi todo contente buscar-me pela mão para dar uma moeda ao elefante.

Quadrada estica o seu bracinho...E IA FICANDO SEM MÃO!

Então o meu pai agarrou em mim e decidiu que era melhor irmos ver as girafas. Andava lá uma toda feliz a comer as folhas das árvores, mas deixava algumas cair no chão. Ora o meu pai, não achando ainda suficiente, agarrou numa folha que estava no chão e insistiu que eu a desse à girafa.

Quadrada, mais uma vez, estica o seu bracinho...E IA FICANDO SEM MÃO!

 

Posto isto, a minha mãe decidiu que o melhor era manter-me apenas perto das minhas gatas, que elas parecem bibelots e não se mexem.

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