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Mais um selo.

por Quadrada, Quinta-feira, 03.02.11

 

  • Obrigada a quem ofereceu.
  • 1- tenho tido um surto de borbulhas e isso começa a irritar-me. 2- já estou de férias. 3- estudo em Coimbra e adoro. 4- estive a tornar a minha faculdade e as pessoas que fazem parte dela uma espécie de Hogwarts, juntamente com a Patrícia. 5- um dia sem rir é um dia muito triste para mim. 6- nunca vi How I met your mother mas já ouvi boas críticas. 7- adoro ver Lie to Me.
  • Ofereço a:

http://joana-seteluas.blogspot.com/

http://maisque-imperfeita.blogspot.com/

http://capitulodois.blogs.sapo.pt/

http://com-sorriso-s.blogspot.com/

http://mushabooming.wordpress.com/

http://limaoamarelo.blogspot.com/

http://aguasdorioqueseperdemnomar.blogspot.com/

http://oravamosporpartes.blogspot.com/

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http://foreverandever.blogs.sapo.pt/

http://thecoolesthumanbeing.tumblr.com/

Não são quinze mas que se lixe.

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Continuação do desafio que era grande e monstruoso. Tipo o Resort Ponta Grande, mas não tão assustador.

por Quadrada, Quinta-feira, 03.02.11

O que gostarias que as pessoas percebessem de uma vez por todas? Que temos que cuidar do ambiente senão vamos todos pelos ares.

O que gostarias de entender? Estatística, Biologia e Genética e música.

O que gostarias que acontecesse amanhã? Gostaria que estivéssemos vivos e bem de saúde: eu, os meus pais, os meus irmãos e o meu namorado. Já não é pedir muito, pois não?

Se pudesses fazer um pedido, o que pedirias? O de cima.

Já estiveste tão bêbada ao ponto de desmaiar? Não, credo.

Já deixaste de ir à escola só porque estava a chover? Por acaso já.

Já queimaste alguma parte do teu corpo só por diversão? Oh, claro, é o meu passatempo preferido! Só ainda não decidi o que vou queimar hoje.

Já tiveste um amigo imaginário? Já, só porque achava cool. Tinha plena noção que a moça não existia, não falava comigo, não me ouvia nem nada do género.

Já choraste durante um filme? É usual.

Já ficaste chateada por teres perdido um jogo? Já.

Já gozaste com alguém? Eheheh...já.

 

Preferidos...

Champô: Gosto do Jhonson de alperce.

Sabonete: Qualquer um que cheire a pêssego ou maçã.

Cor: Vermelho.

Smiley: xD

Perfume: Qualquer um de homem...que cheire bem.

Banda: Posso escolher os Excesso? Não? Oh, porquêêê?????? Mas eu conheço o João Portugaaaal!!! Opáááá!!!

Carro: Mini Cooper.

Estilo musical: Pop.

Filme: Titanic.

Actor: Oh, sei lá. Gosto dos meus irmãos.

Actriz: Oh, sei lá. Gosto de mim.

Escritor: Oh sei lá. Gosto...do Nicholas Sparks.

Animal: Oh sei lá. Gosto do cão.

País: Oh sei lá. Gosto de dizer "Oh sei lá".

Férias dos teus sonhos: Não estávamos na categoria dos preferidos?

Jogo: Ah, bem me parecia que estávamos.

Sabor de gelado: McFlurry de Kit Kat.

Estação: Outono. E também gosto da de Sta. Apolónia.

Mês: Outubro.

Feriado: Natal.

Desenho animado: Shin Shan.

Hobby: Cantar.

Aroma: Bom hálito. Gosto tanto.

Frase: "Olha, só se for!"

Palavra engraçada: Galheta.

Brinquedo em parques de diversão: Baloiço.

Restaurante: McDonald's.

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Obrigada Mãe. Prosseguindo...

por Quadrada, Quinta-feira, 03.02.11

Ainda se recordam deste post?

Ora bem, a ideia era continuá-lo ao longo de mais uns quantos posts...acontece que a minha Mãe teve a brilhante ideia de nos brindar com um maravilhoso contributo que consistiu em colocar no lixo a folha de papel onde eu tinha apontado os posts que queria destacar e os respectivos links, para assim formar o resumo do primeiro ano do blog.

Tendo em conta estas circunstâncias (obrigada, Mãe), decidi prosseguir com o dito post mas em versão menos dinâmica, menos gira e menos maçuda para mim. O que significa que não vou colocar links nenhuns e que vou mesmo fazer o resumo em texto. Pois, sou boazinha mas também não abusemos!

Então isto é o seguinte:

 

Ao longo de um ano, a vossa companhia foi uma mais valia para mim. Ter-vos aqui a ler o que eu escrevia, saber que se interessavam pelo desenrolar da história, sentir todo o vosso apoio e compreensão, quase ouvir as vossas gargalhadas ou as vossas palavras carinhosas foi como a cereja em cima do bolo. Se já gostava de escrever, o gosto aumentou convosco e com este Caderno de Pensamentos.

Durante o primeiro ano do blog, tive momentos bons e maus. Chorei muito, mas ri ainda mais. Comecei por entrar em 2010 cheia de expectativas que se revelaram contrárias ao que realmente aconteceu. Ou se calhar não. Tive o que queria, mas não da maneira que queria. Julgo que foi mais isso.

Nessa passagem-de-ano, prometi a mim mesma que ia continuar com o Babe, feliz e fiel. Escrevi-o tal e qual assim. Não continuei com o Babe. Aliás, a maior parte de 2010 passei-a separada dele, mas não sem ele. E isto pode parecer um pouco difícil de entender assim sem saber a história ao pormenor. Fui feliz, não posso dizer que não. Fui feliz sozinha, com ele e com as pessoas que apareceram ou permaneceram na minha vida. Uns ficaram, outros foram, outros ainda voltaram. E um destes últimos foi ele, trinta mil vezes melhor que antes.

Quis uma boa média no final do secundário, um mínimo de 14.2. Achei sinceramente que não ia conseguir e acabei com 15 ou 16. Pedi por tudo para conseguir entrar em Psicologia na Universidade de Coimbra. Era esse um dos meus maiores objectivos e, aquando da altura dos exames nacionais do 12º ano, levei as mãos à cabeça porque me parecia quase impossível conseguir. Saíram os resultados da primeira fase e foi com grande tristeza que li "Não Colocada" à frente do meu nome. Temi desiludir os meus pais, não conseguir entrar, ter um futuro completamente diferente do que sonhei para mim. Dei no duro, queimei as pestanas, passei noites a estudar intensamente. Dei cabo de mim e quase da minha sanidade mental. Quando saíram os resultados da segunda fase, gritei e berrei que, tal como queria, tinha entrado na 1ª opção: Psicologia na Universidade de Coimbra.

Uma das coisas que tinha a certeza era que tiraria a carta de condução aos 18 anos. Outra era que a semana da minha vida ia ser na viagem de finalistas a Lloret. Para isso, arranjei um livro do código da estrada ainda antes da inscrição na escola de condução. Escusado será dizer que acabei por nem sequer me inscrever. Quanto a Lloret, apanhei imensas cargas de nervos por causa do esforço que fazia para conseguir angariar dinheiro. Eu e os meus colegas de turma juntámo-nos e começámos a organizar festas na escola e em bares para conseguirmos um dinheiro extra para a viagem. Falei com o Babe e disse-lhe que gostaria que viesse comigo. Numa dessas festas, a coisa deu o berro. A nossa relação já não funcionava há anos e naquela noite chegámos ao ponto crítico. Começámos por dar um tempo e foi assim que a minha relação com ele começou a dirigir-se ao infortúnio. Mais tarde, eu e mais quatro amigos descobrimos que três colegas nossas tinham roubado dinheiro que tínhamos ganho na organização dessa mesma festa. Escusado será dizer que exigimos o dinheiro de volta e as excluímos da nossa organização. Elas armaram um escabeche porque achavam muito injusto serem postas à parte da organização e disseram que não devolviam dinheiro nenhum. O caso correu as bocas da terra e foi a Conselho Directivo. Elas começaram a tratar-nos mal, ameaçaram-nos, chegaram a fazer-me uma espera à porta de casa e existiram inclusivamente confrontos físicos. Foi assim que os meus dias de sossego acabaram. A juntar a isto, o Babe informou-me que não poderia ir comigo a Lloret porque não conseguiu que lhe dessem férias nessa semana. Pior: calhava eu estar lá no dia de aniversário dele e no dia em que completaríamos três anos de namoro. O Babe não me proibiu de ir, mas eu sabia que tinha duas escolhas: ou ia à viagem de finalistas, ou passava esses dois dias com ele. Foi fácil decidir-me pela segunda hipótese, até porque era a que me agradava mais. Quando comuniquei isso ao Babe, achei que íamos finalmente fazer as pazes, mas não. Aliás, fiquei nesse dia a saber que, se tivesse decidido ir a Lloret, ele teria acabado a relação porque (citando-o) a confiança que tenho em ti não é suficiente para estar descansado sabendo que estás em Lloret durante uma semana sem mim. Fim de citação. Mais engraçado que isto foi termos realmente acabado cerca de um mês depois, o que significa que deixei a minha viagem de finalistas de parte para estar com ele no dia do seu aniversário e no dia do nosso, para depois ele passar o aniversário dele sozinho em casa a deprimir e nem sequer ter havido o nosso aniversário. Mas não me arrependi de ter ficado cá uma única vez.

Quis perder peso e perdi. Aliás, quando eu e o Babe acabámos, fartava-me de ouvir que estava magra demais e eu própria sabia-o bem. Quando olhava ao espelho via-me seca, sem vida, sem vontade ou alegria. Via os meus olhos tristes, os cantos dos meus lábios descaídos, ausência completa de sorriso. Até que apareceu alguém que virou os cantos para cima, que levou a minha boca a esboçar sorrisos bem abertos. Já não me sentia tão incompleta, já tinha algo por que valia a pena sorrir. Já tinha uma fonte de luz e força, já tinha uma alegria para os meus dias, uns braços onde descansar, uma boca que me sabia bem beijar. Não eram beijos só porque sim, abraços sem calor ou dias passados a despachar. Vivi algo simples, mas bonito. Fugaz, mas sentido. Temporário, sempre o soube, nem podia ser de outra maneira. Mas vivi e fui feliz.

Quis ouvir muita música e ouvi. Ouvi canções que me deram força para tirar o Babe da cabeça de uma vez por todas. Não podia continuar a sofrer. Não agora que tinha encontrado uma réstia de esperança na minha vida e que Deus me tinha enviado um Anjo da Guarda que, para além de me tratar como não era tratada há muito tempo, também me amava e fazia-me sentir isso todos os dias. Todos, sem excepção. Não houve um dia que me tenha magoado ou feito sofrer. Não houve uma discussão que me tenha deixado sem dormir, porque nunca passavam de meros arrufos. Não houve uma palavra que me ferisse, um acto que não conseguisse perdoar, uma única vez em que tenha estado cabisbaixa a pensar que vivia num completo desamor. Isso era antes, não agora. E, visto assim, que razão tinha eu para lutar pelo Babe, que tanto me tinha magoado? Por que razão não haveria de deixar-me levar pelo decorrer das coisas e entregar-me a uma paixão que talvez até fosse sentida por quem poderia muito bem ser a pessoa com quem iria casar e ter filhos? Então entreguei-me. O que não esperava era não conseguir fazê-lo por completo nem cumprir o objectivo de esquecer quem tanto me tinha magoado. Até porque, sem sair do meu coração, ele jamais sairia da minha cabeça. Quando o Babe finalmente percebeu que eu estava lentamente a escapar-lhe por entre os dedos e que talvez estivesse a cometer a maior asneira da vida dele, veio "morder o osso" e buscar o que afinal ainda era dele.

Consegui deixar crescer o cabelo e adoro-o como está. Deixei de roer as unhas e ganhei gosto a pintá-las. Entrei na Universidade e estou a curtir milhões o meu ano de caloira. Exercitei a minha paciência...talvez a tenha exercitado demais, até. E fui feliz. Fui muito feliz.

Como disse, tive o que pedi na passagem de 2009 para 2010. Só não tive da maneira que queria e tive que sofrer para conseguir. Mas acho que é isso que dá tanto valor às coisas, porque sei o que custam. Sei que, mesmo com adversidades, fui sempre mais forte, esperneei e lutei, e hoje cá estou, mais feliz que nunca.

 

Ao longo de um ano, acompanharam a minha relação atribulada com o Zac Efron, a paixoneta pelo Salvador Sobral e o caso fugaz com o Sérgio. Acho que também perceberam que qualquer uma das três não passa de brincadeira.

Tive uma passagem de ano 2009/2010 fantástica. Devo dizer que, ainda assim, não chegou a ser nem um terço da de 2010/2011.

 

Cultivei amizades que não deram em nada. Ou que deram num profundo desprezo da minha parte pelas pessoas em questão.

Percebi que tudo é efémero, menos o que foi feito para nós.

Manifestei-me contra o acordo ortográfico, mas não valeu de nada: assinaram-no na mesma. Mas, teimosa como sou, não abdiquei da minha posição e devido a isso podem ver aquela maravilhosa etiqueta no canto superior direito a dizer que este blog não adopta o acordo ortográfico. Sim, adopta com p.

Comecei a ganhar leitores, seguidores, visitas. Cheguei às 20 000 visitas antes do primeiro ano do blog, quando julgava que 2000 já era muito. Senti-me muito valorizada com isso e a vontade de escrever aumentou em 70%.

Apaixonei-me. Desapaixonei-me. Iludi-me. Apaixonei-me de novo, por uma pessoa diferente. No final, percebi que só estive apaixonada no segundo caso e que amara apenas num terceiro: o Babe, claro.
Fiz asneiras. Pedi desculpa. Magoaram-me. Perdoei. Esqueci. Lembrei. Ri. Chorei.

Escrevi uma carta ao meu pai como trabalho de Psicologia e dei-me conta que estava realmente bem escrita. Publiquei-a no blog e umas semanas depois ligaram-me do programa As Tardes da Júlia para perguntarem se podiam ligar-me mais tarde e entrevistar-me para posterior candidatura ao programa que iam fazer sobre o Dia do Pai. Respondi que sim. Ligaram no dia seguinte e respondi a todas as perguntas enquanto a minha mãe e o meu amigo João, que estava cá em casa nesse dia, conspiravam contra mim e falavam sobre as várias maneiras de envergonhar o meu pai no dia em que fossemos ao programa. A candidatura acabou por ser ganha por outra rapariga e não fomos.


Ainda namorava com o Babe quando uma rapariga do ensino básico me disse que eu tinha um namorado muito giro. Agradeci-lhe o elogio e ela continuou o discurso contando quem era o outro rapaz, para além do Babe, que achava extremamente atraente e que lhe dava a volta à cabeça. Esse rapaz tornou-se, uns meses depois, no meu novo namorado (o que deve querer dizer que ou tenho uma beleza fora do normal ou sou uma rapariga cheia de sorte). Foi o namorado que escondi de quase toda a gente, o namorado que não apresentei a ninguém, o namorado que não levei a casa. Foi o namorado com quem nunca quis ir jantar fora ou ir ao cinema, com quem evitava passear de mãos dadas em público. Foi o namorado que me amava sem que eu pudesse dizer o mesmo, o namorado que me perdoou tudo e mais alguma coisa, o namorado que desvalorizei. Foi o namorado que me tratava bem, que me chamava princesa, que ouvia músicas que achava foleiras só porque eu gostava delas. Foi o namorado que me ensinou que os Metallica afinal até são uma grande banda, o namorado que já tinha os dias contados desde o primeiro beijo que me deu, o namorado que afinal até foi difícil de deixar. E teve essa designação até o Babe se aperceber da situação e vir fazer-me uma espécie de ultimato que não me chateou minimamente. Fiquei com ele (o Babe) sem pensar duas vezes.

Desenvolvi o meu gosto pelos anos 80, que se manifestou especialmente na música que ouvia e ouço. Fiz poemas e canções que ainda hoje sei. Pus vídeos no YouTube que até tiveram mais sucesso do que julguei. Indignei-me com o vencedor dos Ídolos em 2010. Contei os dias desde que eu e o Babe demos um tempo, até que finalmente me cansei e decidi erguer a cabeça. Propus-me 100 coisas para fazer durante os 100 dias que faltavam para fazer 18 anos e cumpri 84 dessas coisas. Queixei-me sobre a dura vida de estudante do secundário sem sequer fazer ideia do que é efectivamente ter uma dura vida de estudante. Fui nomeada para o Óscar de Mais Sociável da escola e não ganhei. Arranjei quem me escrevesse coisas que me faziam lembrar o Eça de Queirós. O que significa que arranjei um Eça. Senti imensa falta do meu avô e do meu namorado, e essa ausência foi compensada pelos meus amigos. Fui a Lisboa e tentei a todo o custo sarar as feridas do meu coração sozinha, antes que desse em doida por me permitir deprimir tanto. Fui ao McDonald's com o Babe no Dia de São Valentim e ele ofereceu-me flores...o que não significa que tenhamos voltado. Não voltámos...nesse dia.

Quis um namorado que fosse como o Slash, mas um bocadinho mais bonito, por isso incentivei o Babe a comprar um blusão de cabedal que ainda hoje lhe dá aquele toque. Fiz parte da minha primeira banda juntamente com o meu irmão, que era o guitarrista rítmico. Não durou muito e, devido a fortes divergências com um dos membros (que se achava superior, apesar do meio metro de altura e menos 4 anos que eu) e brindei-os com a minha saída voluntária. O meu irmão teve a mesma atitude que eu teria por ele e saiu comigo. Ainda hoje detesto o outro miúdo, que há-de ser obeso por toda a vida.

Comprei uma coisa que nunca cheguei a utilizar (mas ainda pretendo fazê-lo, só ainda não chegou a altura certa). Fiquei com o dinheiro que era suposto gastar na viagem de finalistas. Ganhei alergia aos anúncios e músicas do Pingo Doce. Reencontrei um namoradito dos tempos da primária: mais alto, menos louro, mais bonito...e nunca o vira tão desinteressante como nesse dia. Até porque continuava com frieiras nas mãos.

Quis desesperadamente um Samsung Diva e ninguém mo deu. Escrevi imenso. Fiz maratonas de posts. Armei um chinfrim na escola no dia da greve dos funcionários e a directora lá achou por bem mandar-nos para casa. Nesse dia, percebi que estava a apaixonar-me porque, quando olhei nos olhos do moço em questão, vi-o mais lindo que nunca. Reparei realmente nele pela primeira vez. E, afinal, nem passava assim tão despercebido. Bradei aos céus quando um menino de 12 anos se suicidou por ser vítima de bullying porque tenho irmãos e sei que matava o filho da p* que tivesse o azar de lhes fazer mal. Espantei-me quando o meu irmão me contou que namorava e que gostava muito da rapariga. E estou orgulhosa porque eles continuam juntos e felizes. Quis ir ver os Muse e não fui. Planeei ir ao Rock in Rio e não fui. Tive uma fantástica festa de 18 anos. Conheci mais rapazes este Verão do que me recordo de alguma vez ter conhecido, senti-me valorizada, saí com uns quantos e nenhum me pareceu melhor que o dono do meu coração. Tive noites tristes, felizes, loucas. Ri muito, vivi momentos fantásticos. Tive um caso estranho. Eu e o Babe reconciliámo-nos. A nossa relação revelou-se muito satisfatória e continua a sê-lo.

Entrei na universidade que queria, no curso que queria. Tive a minha primeira latada, o cortejo, o baptismo.


E vocês estiveram cá comigo em todos os momentos. Acompanharam todos os meus passos. Fizeram parte desta história e continuarão a fazê-lo enquanto eu tiver possibilidade e vontade de vir cá chatear-vos a pinhoca.

O meu muito obrigado e parabéns. Porque o aniversário, sendo do blog, é também vosso.

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Ah, o cheirinho a alívio...e a pessoa que acabou de acordar...

por Quadrada, Quinta-feira, 03.02.11

Desde ontem que estou oficialmente de férias, mas o Babe só pode finalmente respirar fundo hoje à tarde. Como ainda lhe faltavam uns quantos trabalhos para terminar, pediu-me que o ajudasse. Eram mais ou menos 7h da manhã quando me levantei com o som da mensagem que ele me mandou e, para ninguém pensar que tinha sido raptada, fui ao quarto dos meus pais para avisar a pessoa pai (ainda a dormir) que ia ajudar o meu namorado. Abanei-o suavemente para ele não acordar sobressaltado e assolado com pensamentos de casas a arder ou filhos raptados e, ainda assim, ele virou-se bruscamente para mim como se eu lhe tivesse apontado uma arma. Ri-me da cara ensonada dele e do susto que lhe preguei e depois expliquei-lhe que ia ajudar o Babe.

Pai: Mas tu ainda não te deitaste?! Agora é todas as noites acordada?!

Quadrada: Hã?? Não me deitei?? Mas tu sabes que horas são?? São 7h da manhã, eu acordei agora mesmo!

Ele grunhiu qualquer coisa imperceptível e voltou a virar-se para o lado de lá. Dirigi-me à cozinha para tomar o pequeno-almoço e, nem dois minutos passaram, apanhei um susto do caraças com ele a aparecer-me de rompante na cozinha todo despenteado (não que tenha muito cabelo, mas enfim), sem a dentadura, com as meias por cima das calças, um olho meio fechado e outro aberto. Depois do choque inicial, perguntei-lhe o que estava ali a fazer.

Pai: Mas tu achas que eu acredito em ti? Nem sequer tens cara de quem esteve a dormir!

Quadrada: Não tenho c...?? Ó pai, tu não bates bem da cabeça, só pode! Já te disse que acabei de acordar! Achas que eu conseguia ficar acordada dois duas e duas noites seguidinhos?? Vai-te deitar, que o teu mal é sono.
E lá foi ele.

Tomei o pequeno-almoço e dirigi-me a casa do Babe, que me esperava despenteado, com a barba por fazer e umas olheiras que só paravam no umbigo (mas qual é a desta gente, agora?! Será que ninguém consegue aparecer-me à frente minimamente apresentável?! Arre!). Deu-me um abraço, grunhiu qualquer coisa também imperceptível e depois ficou especado a olhar para mim.

Quadrada: O meu pai acha que eu sou um mutante.

Babe: Hã?

Quadrada: O meu pai acha que eu sou um mutante.

Babe: Um mutante??

Quadrada: Pois. Fui avisá-lo que vinha ajudar-te e ele começou a ralhar comigo por causa de ter feito mais uma directa.

Babe: Tu fizeste mais uma directa?!?!

Quadrada: Achas?! Claro que não! E foi o que lhe disse, mas ele mesmo assim ainda me seguiu até à cozinha para me dizer que eu não tenho cara de quem esteve a dormir. E disse-me isto com ar de Luís de Camões, porque parecia que tinha levado uma batatada num dos olhos.

Posto isto, deu-me logo trinta mil tarefas, enquanto ele fazia sessenta mil. Isto assim por miúdos. Aquilo era maquetes, era esculturas, era textos, era fotografias, era tudo e mais alguma coisa. Apareceram uns quantos imprevistos (coisas mal montadas, vistas mal desenhadas e por aí) mas, felizmente, conseguimos despachar tudo em três horas e às dez lá foi ele pôr-se a caminho de Coimbra. Se não o tivesse ajudado, provavelmente não conseguia entregar nada a tempo, porque acabámos mesmo em cima da hora!

Mas isto de o ajudar até compensa. Primeiro que tudo, vejo-o feliz pelo alívio do stress e trabalho. Segundo, fico feliz também porque ele torna-se especialmente amoroso quando vê que estou a esforçar-me e a tirar algum tempo para ajudá-lo. Coisa que eu, por acaso, até acho bem, só tem é que se sentir muito grato e cantar Eu sem ti, quem era eu sem ti? do Tony Carreira.

 

E hoje, FINALMENTE, teremos uma tarde só para nós. Sem trabalhos, esculturas ou maquetes. Sem tintas, quadros ou telas. Sem calhamaços para estudar, exames para fazer ou horários para cumprir. Sem nada que nos chateie ou dê trabalho.

Hoje somos só nós, as nossas saudades e muito tempo livre. O que significa que, muito provavelmente, vamos ficar no sofá a ver o Stuart Little. Ou então ele tem um ataque de bondade e vai fazer-me um cappuccino...enquanto eu fico no sofá a ver o Stuart Little.

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Vamos casar? Esquece, não é uma pergunta. VAMOS CASAR! Sim, é uma ordem.

por Quadrada, Quinta-feira, 03.02.11

 

 

 

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Temo pela educação dos meus filhos. Não que eu tenha filhos. Mas pronto.

por Quadrada, Quinta-feira, 03.02.11

Recebi um e-mail que dizia (e passo a citar):

"Ganhe um fim-de-semana romântico no PONTA GRANDE RESORT".

Assim, tal e qual.

Quer dizer, mandam-me e-mails destes e depois estão à espera que me cale?

Dão este nome a um resort e prevêem que a minha reacção seja dizer "uh, estes senhores vão oferecer-me um fim-de-semana". Um fim-de-semana no Ponta Grande.

"Olha, onde estás hospedada?"

"No Ponta Grande, e tu?"

"Ah, eu fiquei no Mama Redonda!"

Oh, pelo amor de Deus. Se sabem como eu sou, façam um favor a vós mesmos e não me mandem e-mails destes.

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