Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Coisas cá de casa.

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

Já é estranho o teu pai criar um Facebook.

Mas mais estranho ainda é o teu irmão ir lá comentar "só queria integrar-me no seio da família" e tu responderes que "Seio = Mama".
Sim, no Facebook do teu pai. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O QUÊ?!? E a quem posso reclamar pagamento?

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

Acabei de saber aqui que o meu blog vale nada mais e nada menos que

€ 2.118,55!

E eu agora quero saber quem mos paga.

Podem ficar com os €0.55. Sempre dá para um cafézito...faltam €0.05, eu não me importo de contribuir.

Mas os €2.118 são meus, sim?

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ó Quadrada, daqui a nada estás a gravar duetos com o Neemias, não?!

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

Li um texto escrito pela Ana Garcia Martins e achei por bem publicá-lo aqui, de tão fantástico que é.

Até este ponto, tudo muito certo. A questão é que a Ana Garcia Martins é A Pipoca Mais Doce. Mas sou sincera e admito que a moça sabe escrever, provavelmente trinta mil vezes melhor que eu. A questão é que o blog dela perdeu qualidade a partir do momento em que passou a parecer-se com uma vitrine da Channel. Já não se aguentam posts sobre sapatos, maquilhagem e bijuteria, a sério. Uma coisa é esporadicamente...outra é TODOS OS DIAS, A TODA A SANTA HORA! Haja paciência!

 

Bom, mas venha daí o tal texto (que foi publicado no jornal Metro):

 

«Tenho 30 anos e não sei nada sobre o amor. Gostava de poder dizer “quem me dera ter 20 anos e saber o que sei hoje”, mas seria pretensão. Porque não sei nada. Durante muito tempo achei que amor era viver com o coração nas mãos, no pescoço, no estômago, pronto a explodir e a projectar-se em mil pedaços. Gostar, gostar a sério, aquele gostar de paixão, só podia ser isso. Viver em ânsia o tempo todo, correr atrás, pedir, implorar, pedir de novo, pôr-me em bicos de pés e anunciar a minha presença. Fazer uma gestão de danos a todo o momento, tentar não incomodar, não estar a mais, dar, dar, dar e receber quase nada em troca. Achar que esse pouco era mais do que suficiente, que mais vale pouco do que nada. E foi isso. Achei sempre que pouco era melhor do que nada. A triste realidade é essa. Já não me lembro de quantas vezes me senti remediada, assim-assim, vai-se andando. De quantas vezes parti a alma e de quantas a voltei a colar. De quantas vezes me apaixonei e de quantas jurei para nunca mais. Que as coisas do amor não eram para mim e mais valia estar quieta. Uma treta. Nunca conseguir estar quieta. E via os acidentes emocionais a darem-se e não podia fazer nada para os evitar. Nem sequer fechava os olhos para não ver. Meti-me em muitas relações sem cinto de segurança, e depois achava estranho fazer mais uma fractura no espírito. As cicatrizes que para aqui vão. A verdade é que sempre fui uma crente, uma utópica, uma arrebatada. Uma totó, a palavra não é outra. Se calhar ainda sou, mas de aliança no anelar esquerdo. Afinal, amor podia ser outra coisa que não uma sofreguidão desatada, uma correria sem meta à vista. Afinal, comecei a perceber, amor era 50/50. E dias mais calmos. E tardes no sofá. E filmes, e séries, e amigos à mesa. E conversas, e planos, e os nomes dos filhos que se quer ter. E uma conta corrente, este mês pago eu a empregada e tu a conta da luz. E dizer que um cão num apartamento nem pensar. E voltar atrás e dizer que sim, haja espaço e boa vontade. E pegar num mapa e ver quanto mundo nos falta ver. E decidir quem desce a pé os três andares para deixar o lixo, quem se arrasta para tratar da louça, quem encaminha a roupa para os armários, quem atira com a carne para o forno (ontem fui eu, hoje és tu). Gosto deste amor. Gosto muito deste amor que me dá beijos quando chego a casa, que não vive imerso em dúvidas existenciais e pós-modernas, que há já algum tempo que sabe o que quer. E que me quer a mim. Disse-o no altar, à frente de todos. Estava lá e ouvi. Retiro o que disse. Tenho 30 anos e sei quanto baste sobre o amor. Quem me dera ter 20 e saber o que sei hoje...» 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desabafo #

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

Estava a preparar-me para falar de outra diarreia cerebral que alguém teve, ao lançar um CD com as músicas favoritas d'A Pipoca Mais Doce, como se fossemos todos uma cambada de atrasados mentais que gasta dinheiro numa porcaria dessas (se bem que, se calhar, até somos)...

[modo egocentrismo: on]...mas não quis estragar a qualidade dos últimos posts deste blog.[modo egocentrismo: off]

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem disse que amor eterno é coisa das histórias?

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

 

Isto é provavelmente a coisa mais bonita e, ao mesmo tempo, mais triste que vi hoje.

Apoderam-se de mim tantos sentimentos, ao olhar para esta foto...por um lado, quero dizer que eu e ele vamos ser assim: JUNTOS, ATÉ AO FIM. Por outro, há a palavra "FIM". Há a cama do hospital. Há a consciencialização de que, um dia, um de nós irá embora. E o outro ficará cá, sem o motivo dos seus sorrisos ao lado.

 

Digo-te, meu amor, que espero morrer deitada ao teu lado. Velhinha, muito velhinha, a sentir as rugas das tuas mãos nas minhas. A saber que, apesar de ter chegado o fim, tu estás ali comigo, tal como sempre estiveste durante toda a tua vida. E que, no fim de contas, uma parte de mim estará sempre contigo.

 

Amo-te. Hoje e sempre.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O meu namorado virou-se para mim e disse-me assim:

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

"És a luz da minha existência".

Então olhei-o e vi nele a luz da minha.



Autoria e outros dados (tags, etc)

Para as meninas que não conseguem desligar-se dos anormais dos ex-namorados. E para os meninos que não se desligam das atrasadas das ex-namoradas.

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

Deixo-vos com um post que eu mesma escrevi, há coisa de um ano, para o Babe que, na altura, era o anormal do meu (quase) ex-namorado.

Ou o atrasado mental. Como preferirem.

A questão é: eu não me conseguia desligar dele...até que consegui.

Aqui está a prova.

 

Leiam, reflictam, interiorizem e, por favor...

...COMECEM A PENSAR ASSIM!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desabafo #

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

Uma das coisas que gosto de fazer no que toca ao blog é comparar o "hoje" com o mesmo dia, um ano antes. Vou ali ao arquivo, selecciono o dia correspondente e leio o que aconteceu, o que senti, o que aprendi nesse dia. Às vezes, dou por mim a pensar no quanto as coisas mudam, nas voltas que a vida dá. Outras vezes, tenho vontade de voltar atrás e mudar tudo, entrar na minha própria cabeça em forma de "grilo falante" e dizer "DEIXA DE SER BURRA, FAZ ASSIM E ASSADO, DEIXA DE FAZER COZIDO E FRITO". É a tal conversa do se eu soubesse o que sei hoje...!

 

E hoje não foi excepção. Lá fui eu ao arquivo ver como foi o dia 26 de Fevereiro de 2010, um ano que odiei, mas que tanto me ensinou.

E descobri que, há precisamente um ano (precisamente não, que ainda faltam umas horas), andava a meio de uma guerra que tardou em acabar e que, no fundo, não sei se alguma vez acabou. A guerra sim, a rivalidade não. A desilusão ficou sempre cá dentro. Se bem que ainda hoje disse que só há desilusão quando há uma ilusão prévia e, sendo assim, não me desiludi porque, tendo em conta as pessoas em questão, já estava à espera de tudo menos coisas boas.

Nesse dia, estava ainda no vai-não-vai com o Babe: nem tínhamos ainda acabado nem estávamos bem (se bem que já faltava pouco tempo para acabarmos). E, só para verem o quanto ele era "querido" e "amoroso" comigo nessa altura, vejam este post, escrito precisamente nesse dia. Adorável, não é? Mas era mesmo assim o cenário da minha relação. Dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano. Era óbvio que tinha que explodir por algum lado, mais cedo ou mais tarde. E agora, que as coisas estão tão maravilhosas e diferentes da miséria em que se encontravam há precisamente um ano, até me dói o coração só de falar no assunto e rever tudo isto. E, ainda por cima, dizem que o coração não dói! Se bem que, por esta altura, já estava mais no modo "vai-lá-fora-ver-se-chove-e-não-me-f*das-mas-é-a-cabeça" do que no modo "por-favor-dá-me-um-beijinho-que-eu-tenho-tantas-saudades-tuas". Às vezes é assim...depois de muito tempo a aturar m*rdices, acabamos por mandar os m*rdosos à m*rda. E ele era m*rdoso naquela altura, acreditem. Daí que o tenha mandado à m*rda.

 

E hoje, um ano depois, estou na Universidade de Coimbra a tirar o curso de Psicologia. Estou no início do meu tão desejado fim-de-semana, mais um que vai passar a voar. Tenho 18 anos, os 18 anos com que sonhava a toda a hora. Cheguei há pouco do ensaio de uma banda. A MINHA BANDA. Sou a caloira do ano e canto numa banda. Uau...! Vou dar um concerto amanhã à noite, o meu segundo concerto.

E tenho o meu namorado comigo. O namorado que já amava há um ano. O namorado que, por essa altura, era tudo o que eu não queria e que hoje me disse "AMOR, ÉS A LUZ DA MINHA EXISTÊNCIA" e que reclama rapidamente se não lhe dou um beijinho quando chego. Tenho-o comigo mas, melhor que isso, é tê-lo na verdadeira essência dele, tê-lo apaixonado e preocupado comigo, em fazer-me feliz. Tê-lo a cuidar de mim, a tratar-me bem e a fazer-me ter a certeza que, quando ler isto, vai saber destacar estas coisas boas que estou a dizer (apesar de lhe ter chamado m*rdoso um parágrafo antes! Lol!).

 

Por tudo isto, posso dizer que, num ano, a minha vida mudou radicalmente.

Passei da menina triste à mulher mais feliz do Mundo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Agora sim, para o Babe:

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

Sempre te disse que jamais me importaria de ter que escolher entre duas coisas, desde que uma delas fosses tu.

Sempre achaste que era uma frase feita, apenas lenga-lenga, que só o dizia para ficar bonito.

No entanto, continuei a dizê-lo porque, na minha cabeça sonhadora de "Gata Borralheira" aspirante a "Cinderela", sentia e acreditava no que estava a dizer.

Tu não. Tu não acreditavas. Para ti, eram só tretas.

 

Pois então veio a vida provar que estavas errado e que eu sempre estive certa:

Entre duas coisas, escolhi sempre aquela em que tu estavas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O orgulho!

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

A minha Mãe decidiu pendurar a minha faixa de Caloira do Ano no meu quarto. Quando entro lá, a primeira coisa que vejo é aquela faixa cor de laranja a dizer CALOIRA DO ANO, quase como um cartaz de boas vindas.

E nem vos passa pela cabeça o orgulho que sinto!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desabafo #

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

Acho que a coisa mais sincera que te disse foi que haveria sempre uma razão para dizer que não te queria, mas que essa razão jamais seria não te querer.

Disse-to tantas, tantas, tantas vezes. E, entre tantas promessas que te fiz e não cumpri, entre tanta coisa que verbalizei sem sentir, entre todas as mentiras que a minha boca proferiu...isto foi a coisa mais verdadeira que te disse.

 

Disse-te que não te queria inúmeras vezes. E a razão nunca foi não te querer.

Agora não digo que não te quero. Nem digo que te quero.

Porquê?

Porque agora a razão é mesmo não te querer.

 

Exemplo das coisas em que penso quando o sono é muito mas a vontade de pensar é ainda maior.

Nota às pessoas que pensam que tudo o que escrevo é sobre o Babe:

- estão redondamente enganados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Teorias que me assolam a mente de vez em quando

por Quadrada, Sábado, 26.02.11

Eu acredito em almas gémeas. E sempre que me perguntam ou falam sobre isso, a pessoa que vem sempre à minha mente é o meu namorado. Associo-o espontaneamente ao conceito de alma gémea e sei que só é espontanemente porque não preciso de pensar muito para ter a certeza que tenho uma sorte danada em ter encontrado e conquistado o amor de alguém como ele.

No entanto, também tenho noção que essa associação rápida e imediata deve-se ao facto de, ouvindo ou lendo as palavras "alma gémea", penso logo no sentido amoroso da coisa. Mas há pouco, quando cheguei a casa (vinda do ensaio), dei por mim a pensar se haverá apenas uma alma gémea para cada pessoa. Mentalmente, fiz perguntas a mim mesma, coloquei dúvidas ao meu próprio cérebro e desafiei a minha inteligência e a minha capacidade de raciocínio lógico até chegar a uma conclusão (a tal teoria que referi no título):

Acho, muito sinceramente, que existem várias almas-gémeas para cada pessoa...mas cada uma no seu "campo". Isto é (e chamem-me old school ou sonhadora, se quiserem), acredito que no campo amoroso (aquele amor de namorados, de casal) existem várias pessoas por quem nos podemos apaixonar ou interessar, com quem até nos poderemos sentir e dar bem, mas existe apenas uma pessoa que se possa dizer que é "a tal". Se é a pessoa certa ou não, não sei. Nem sei se é necessariamente a pessoa com quem temos que ficar. Também ainda não me dei ao trabalho de pensar nisso. Mas acho que, sendo assim, as probabilidades de termos as três componentes reunidas (ou seja, estarmos com a pessoa que, para além de ser "a tal", é também a pessoa certa e aquela com quem vamos ficar) é uma grande sorte. E, embora não seja medium nem preveja o futuro, apesar de NADA na vida ser garantido a não ser a morte, tenho a sensação que fui abençoada com essa sorte.

Cheguei também à conclusão que, para além dessa alma gémea no campo amoroso, há as outras almas gémeas: as do campo profissional (que são as pessoas com quem nos identificamos mais no que toca ao trabalho e à nossa profissão, as pessoas com quem mais gostamos de trabalhar, e por aí); as do campo familiar (e aí aponto o dedo imediatamente para os meus irmãos, que são as luzes da minha vida); e as almas gémeas no que toca à amizade.

Neste último campo (o da amizade), quando encontrarmos a(s) nossa(s) alma(s) gémea(s), damos por nós a pensar que, noutra vida, talvez tenhamos sido irmãos(ãs). Ou pai/mãe e filho(a). Ou um casal de namorados. Ou simplesmente tivemos uma excelente relação de amizade como hoje, nesta vida, neste mundo, nesta dimensão. Sabemo-lo porque a verdade é que parece que nos conhecemos desde sempre. Não há tabus, não há complicações, discussões ou o "parece mal" a que hoje em dia estamos tão habituados. Não há porque, lá está, somos almas gémeas.

E as almas gémeas são iguais.

Autoria e outros dados (tags, etc)