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Ainda sobre a repressão...

por Quadrada, Quinta-feira, 03.03.11

João Tunes, do blog Água Lisa, escreveu sobre o livro de que vos falei (As Vítimas de Salazar) que podem ver clicando aqui. Houve uma frase que me chamou à atenção e que utilizei como introdução do comentário que fiz. Ei-lo:

 

"Suponho que a admiração maior calhará às gerações pós-abril que terão dificuldade em imaginar-se viverem em tamanho sufoco repressivo."

 

Sem dúvida que sim. Eu (felizmente!) sou da geração que foi abençoada com um nascimento pós-ditadura e sabe Deus o quanto estou grata por isso: por mim, pelos meus pais (que eram ainda pequenos na altura e, como tal, acabaram por não sofrer), pelos meus irmãos, amigos e familiares. Tive, sem dúvida, muita sorte.

Li algumas passagens do livro enquanto estava numa livraria, mas acabei por não o comprar (embora pretenda fazê-lo). Não é caro, tendo em conta o tesouro que está lá dentro e que espero, sinceramente, que não se transforme num branqueamento e esquecimento do que foi o Salazarismo.

Hoje, sou estudante da Universidade de Coimbra e admiro imenso os meus colegas de outrora que, ainda eu não era nascida (nem pensada!), lutaram contra a repressão que sobre eles incidia.

Todos os relatos que li, das próprias vítimas de Salazar, me enojaram pela frieza com que foram efectuados: desde as torturas físicas às psicológicas, tudo isso me causou uma profunda raiva pelas aberrações (que é o único nome que acho que lhes "cabe") que escaparam impunes após todo o mal que fizeram e os danos que causaram e se alastraram pelo tempo nos corpos, nas memórias e na sanidade mental dos que por estas tão sujas mãos sofreram. E digo sujas porque, passe quanto tempo passar, serão sempre as mãos que causaram sangue, dor, sofrimento; as mãos de uma profunda crueldade, brutalidade e abuso de poder.

Orgulho-me de ser portuguesa, mas fico deveras enojada e triste quando penso naquilo que o meu povo foi capaz de fazer. Por outro lado, é com grande alegria que digo: EU SOU DESCENDENTE DO POVO QUE LUTOU, QUE QUIS IR MAIS ALÉM, QUE NÃO SE CONFORMOU. A esses aplaudo. A esses, que são as vítimas de Salazar.

Os meus 18 anos (quase 19) são ainda muito tenros e verdes mas, felizmente, sempre me foi incutido algum interesse por este campo da história. Pesquisei, li muito sobre o assunto, informei-me e nunca paro de o fazer. É o mínimo que posso oferecer e fazer por aqueles que, corajosos e fortes, deram o corpo ao manifesto para que hoje eu pudesse estar aqui a expressar a minha opinião livremente, sem medos, sem repressão, sem consequências deploráveis.

 

Mantenhamos nós a liberdade neste país, camaradas.

Porque nós, jovens, somos o futuro de Portugal!

 

Bem hajam.

 

E foi assim.

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Um livro que tenha debaixo de olho para comprar...

por Quadrada, Quinta-feira, 03.03.11

As Vítimas de Salazar.

Li hoje umas passagens na Bertrand e fiquei com o bichinho. Mas saí de lá super maldisposta com os relatos das vítimas das torturas da PIDE.

E fiquei a pensar para comigo: "Como é possível que o ser humano consiga ser tão nojento, tão baixo, tão sem coração, sem alma, sem nada?".

Foram vidas que se perderam, corpos que se degradaram, autênticas varas quebradiças à mercê da força bruta dos que abusavam da sua autoridade.

Foram relatos de uma imensa crueldade, quer física, quer psicológica.

Foi algo que me causou ainda mais nojo por todos aqueles que participaram no lado escuro destes 30 anos de Salazarismo.

Foi a raiva por saber que ainda estão todos vivos, que continuam as suas vidas calmos e serenos, enquanto outros sofrem ainda os horrores do que restou da brutalidade de outrora. Dormem descansados, vêem os filhos crescer felizes e livres, enquanto outros filhos (ainda pequenos) foram obrigados a ver os pais acorrentados, amordaçados, infelizes, espancados, com muito pouco do que restava da sua sanidade mental.

Sinto um tremendo nojo por todos eles. PIDEs, membros do Governo, informadores. Todos e todas.

Que ardam no Inferno e tenham uma morte muito lenta, triste e solitária.

É o que vos desejo do fundo do meu coração.

 

Viva a liberdade!

E vivam os heróis. As vítimas de Salazar.

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Sabes que o Núcleo de Estudantes da tua faculdade é um máximo...

por Quadrada, Quinta-feira, 03.03.11

...quando este providencia um workshop de danças latinas gratuito e tu ficas a tarde toda a dançar Salsa, Tango e Kizomba.

 

Viva o NEPCE. Futuro NEPCESS.


*NEPCE: Núcleo de Estudantes de Psicologia e Ciências da Educação

NEPCESS: Núcleo de Estudantes de Psicologia, Ciências da Educação e Serviço Social

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Já andamos nestes campos???

por Quadrada, Quinta-feira, 03.03.11

Depois de o Babe me ter deixado à porta da Faculdade, ouvi um "psst psst" que me fez parar. Quando olhei, estava uma rapariga dentro de um carro com ar de aflita.

Rapariga: Olha, desculpa...será que me podias ajudar? Não estou a conseguir estacionar porque tenho medo de bater, isto é um cubículo. Nem sei se o carro cabe aqui, mas gostava de tentar...dás-me uma ajudinha?

Respondi com um "sim, claro!" e um sorriso, e fiquei a sinalizar o "podes, podes, podes...pára, pára! Vá, vira, vira...pára!". A rapariga lá desistiu e decidiu deixá-lo meio mal estacionado, mas como não atrapalhava a circulação dos outros automóveis, achámos por bem deixá-lo assim.

Rapariga: Eu não consigo mesmo...e se viesses tu tentar estacionar, e ficava eu aí fora? Que dizes?

Quadrada: Oh, eu até fazia isso, mas acontece que não tenho carta de condução, o meu namorado é que faz os estacionamentos, eu sou só co-piloto. :)

Rapariga: Ah, então só ajudas com as palavras, não é? :)

Quadrada: Pois, quando é preciso ajudo. :)

Rapariga: E ele nunca bateu nem nada?

Quadrada: Oh, a estacionar não, coitadinho do meu Babe...!

 

A rapariga solta uns risinhos e Quadrada fica à nora.

 

Quadrada: O que foi?

Rapariga: Oh, nada, desculpa. É que a rapariga que escreve o meu blog favorito também está sempre a referir-se ao namorado como Babe.

Quadrada: Oh, deve ser típico das bloggers, então! Eu também faço isso no meu.

Rapariga: Ah, a sério? Também tens um blog? Como é que se chama?

Quadrada: Caderno de Pensamentos.

Rapariga (entrando em êxtase): Aaaaahhhhh!!!! Aaaaiiii, eu não acredito!!! Tu és a Quadrada???

Quadrada (um bocado assustada): Ehm....sim...

Rapariga: Ai, eu não acreditoooo!! Eu adoro o teu blog, é o meu preferido, leio todos os dias!!! Ai meu Deus, meu Deus, eu não acredito que a Quadrada me ajudou a estacionar o carro, meu Deus, eu não posso acreditar!!!!

 

Mais tarde, o Babe vem buscar-me para almoçar.

Quadrada: Hoje uma rapariga entrou em êxtase quando soube que eu era a Quadrada. Pediu-me ajuda para estacionar o carro e calhou eu dizer que escrevia o Caderno de Pensamentos. Estava a ver que lhe dava um ataque, mas fiquei super contente com a reacção dela!

Babe: Não sei porquê. Passaste de super estrela que escreve um bom blog a arrumadora de carros.

 

Babe.

A espalhar magia desde 1989.

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Na FNAC com o meu namorado...

por Quadrada, Quinta-feira, 03.03.11

PENSAMENTO REFERENTE A UMA COISA QUE APRENDI NA FNAC:

 

Quando  Paula Rego diz qualquer coisa do género "a minha pintura é como uma história interior", um aprendiz de Psicologia sabe que encontrou imenso material para uma futura tese.

E uma tese acerca de graves distúrbios a nível psicológico, atenção.

 

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