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Desabafo #

por Quadrada, Quarta-feira, 09.03.11

Faz-me alguma confusão quando a "política" de alguns pais passa por incutir medo aos filhos. Como se medo fosse sinal de respeito. A meu ver não é. Respeito é uma coisa, medo é outra. E, no que toca às relações entre pais e filhos, medo não é de todo uma coisa agradável.

Acho que já deu para perceber, com alguns dos posts que coloco aqui no blog, que tive a sorte de nascer numa família de bom humor, que passa os dias a rir. E acredito que isso moldou bastante a minha personalidade e que foi o que me tornou naquilo que sou hoje. Considero-me simpática, extrovertida, com muito à vontade e a verdade é que isso já me abriu muitas portas e já me trouxe muitas coisas boas. Por vezes, ser mais calmo também é bom e traz algumas vantagens. Mas, bem, não é de personalidades que estou a tentar falar.

O assunto deste post é precisamente o medo incutido nas crianças como forma de educar. Acho triste quando os filhos andam todo o dia "com medo de pisar ovos" porque receiam os gritos dos pais. Essas crianças crescem num ambiente de imensa pressão, são mais fechadas, convivem menos e, mais tarde, tornam-se em jovens e adultos rancorosos, mal humorados, zangados com a própria vida. Alguns têm a sorte de arranjar amigos ou namorados/as com uma personalidade completamente diferente e, com a convivência, acabam por moldar-se e tornar-se assim (mais felizes, consequentemente). Mas outros parecem viver num regime ditatorial dentro das próprias casas. Tornam-se maus pais, maus maridos/mulheres, más pessoas, violentos, agressivos. Incutem neles próprios a educação que receberam e dizem isto é assim, porque o meu pai sempre me ensinou que é assim e o meu pai é que sabe. Mais tarde, têm filhos...e é uma bola de neve inevitável.

Sinceramente, que raio de pais são esses que não se esforçam por criar um ambiente sereno e divertido em casa, que não mostram aos filhos o quanto é bom rir às gargalhadas, que resolvem tudo aos gritos e com cara feia? Que pais são esses que gritam asneiredo em casa, que são violentos quer com o corpo quer com as palavras, que tratam os filhos como adolescentes rebeldes quando eles já são adultos e, aliás, se fartam de trabalhar?

Porque é que se acham tão vitoriosos e triunfantes quando o ambiente em casa é escuro e todos dizem que sim ao chefe. Porque nestas famílias, o pai é o chefe e manda na mãe, nos filhos, nos avós, nos tios, no gato, no cão, no piriquito. Senta-se confortavelmente no sofá e muda de canal, porque ele é que sabe o que quer ver e ponto final. Manda os filhos fazer os trabalhos de casa, ou estudar, ou trabalhar, mesmo que eles já tenham feito isso tudo - não importa, fazem mais! Porque ele é o chefe e ele é que sabe! E enquanto dá ordens aos filhos e faz zapping na tv, aproveita e grita também com a mulher, porque ela é uma atrasada mental e ainda não lhe trouxe o banquete com o cafézinho no final. E responde com grunhidos quando falam com ele, bufa e sopra perante tudo o que se diz, acha que sabe tudo e insiste que tem razão.

Pessoas destas causam-me alguma urticária. Revolta-me, irrita-me e tenho pena que ainda sejam assim.

 

Que Deus livre os meus filhos de um pai assim. Ou de uma mãe, que eu também terei responsabilidade nisso. E, garanto, farei os possíveis por não ser zangada e sisuda, para que os meus filhos possam crescer com um sorriso nos lábios e não com o pânico de fazer algo que me chateie um bocadinho que seja.

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Após uma breve ausência

por Quadrada, Quarta-feira, 09.03.11

A noite passada tive mais um concerto, desta vez um pouco mais curto. Após o sábado passado (em que estivemos quatro horas seguidas em cima do palco), desta vez contrataram-nos por menos tempo, o que para nós foi uma benção!

Como ainda era Carnaval (e, aliás, fomos contratados precisamente para animar uma festa de Carnaval), fomos mascarados de novo mas, na noite passada, decidi usar um disfarce diferente. Com algum trabalho no que toca ao penteado, decidi-me pelo disfarce de Pin Up Girl.

Devo dizer que estou realmente estafada, esta sucessão de concertos tem sido esgotante (e no Verão ainda será pior!). Amanhã rumo a Coimbra por dois dias e não me apetece nada. Mas o que tem que ser tem muita força, por isso...Go, Quadrada.

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