Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Coimbra - O Primeiro Ano

por Quadrada, Quarta-feira, 20.07.11

A pedido de várias famílias, cá está o post com o resumo do que foi a minha vida académica neste primeiro ano!

 

Após a desilusão de não ter entrado na primeira fase, dei tudo o que tinha nos exames da segunda época e lá apareceu o tão ansiado resultado: todas as candidaturas foram aceites! Como é óbvio, decidi-me por aquilo que era o meu principal objectivo desde o 10º ano: o curso de Psicologia na Universidade de Coimbra.

Lá estava eu, caloira de segunda fase, de malas quase feitas, à procura de alojamento na Cidade Universitária. Quando finalmente encontrei um local minimamente agradável, instalei-me o mais depressa possível.

O meu primeiro dia de aulas foi marcado por um total desconhecimento em relação a tudo. Pouco ou nada conhecia da faculdade, não percebia pêvia daqueles horários por turnos, tinha que andar a fazer perguntas a toda a gente e, acima de tudo, não conhecia absolutamente ninguém. Acontece que uma das coisas que está bem assente em Coimbra é o facto de travarmos conhecimento com as pessoas num ápice e, em três tempos, já eu era convidada para jantares, combinavam saídas à noite comigo, levava amigas lá a casa e até já tinha o meu grupo mais ou menos formado!

As praxes valem a pena. Garanto que valem e só fico triste de não ter sido mais praxada! Graças ao nosso Código de Praxe, na UC não somos pintados ou sujos. Portanto as praxes consistem em jogos super divertidos, brincadeiras para nos rirmos e partidas que os doutores nos pregam. Se nos humilha? Bem, eu não me senti humilhada! E, se não gostarmos do que nos mandaram fazer, temos todo o direito de pedir ao doutor ou à doutora que troque a praxe porque não nos sentimos bem a fazer aquela...educadamente, é claro. E garanto que, se alguma de vós for minha caloira no próximo ano lectivo, trocarei a praxe com todo o gosto.

A Latada não tardou a chegar e todos andávamos super ansiosos. Os fatos que os doutores nos fizeram eram de chorar a rir! E o baptismo foi qualquer coisa de alucinante!

Sem contar com o traçamento da capa, o momento mais significativo para mim foi quando fui trupada. Reconheço que tive muita sorte com a trupe que me calhou, mas foi mesmo algo de excepcional! Deu-se em mim (que tenho o bichinho da praxe incrustado!) uma mistura de sentimentos e emoções, que incluiam medo, adrenalina e até algum orgulho em estar a viver aquilo!

Os exames do primeiro semestre foram estafantes. Era uma fase de transição, ainda não tinha encontrado o método de estudo ideal e preocupava-me demais com coisas que tinham pouca importância. Não foi mau em termos de resultados, mas desiludiu-me um bocadinho.

Os jantares de curso valem a pena. Para quem namora, é preciso que exista alguma compreensão e tolerância das duas partes. As saídas em grupo são divertidíssimas. Conhece-se gente nova todos os dias e todas as noites. Ninguém te julga pelo que vestes, consomes ou gostas. Pertences a vários grupos ao mesmo tempo e esses grupos podem dar-se bem entre si. E o melhor de tudo? Com o traje vestido somos todos iguais.

Há sempre coisas para fazer: workshops, voluntariado, festas, convívios...e sim, também estudamos. É só preciso escolher o que se quer fazer. As docas são lindas para conversar e passear, e as litradas do Joca's são do melhor que há!

Sexo é um tema recorrente na faculdade. Os nerds falam disso, os betinhos falam disso, os conservadores falam disso. Resumindo, toda a gente fala disso, pronto. E o melhor é que já não é tabu, inibição ou motivo de vergonha; é agora tido como uma componente natural na vida do ser humano, quer já se tenha feito, quer não.

A Queima das Fitas é algo alucinante, viciante, e deixa um sabor amargo quando percebemos que já acabou. A primeira vez que se veste o traje académico é motivo de um imenso orgulho e a nossa capa passa a ser um bem precioso. O traçamento, então, é coisa para nos arrancar algumas lágrimas!

A pior parte? Os exames finais, sem dúvida! "Horrível" é mesmo a palavra certa para descrever o que se sente.

Se trocava isto? Não. Para mim, é o lugar onde me sinto bem!

 

Alguma dúvida, futuros caloiros e caloiras?

 


Autoria e outros dados (tags, etc)