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Amoroso!

por Quadrada, Sábado, 12.01.13

O Príncipe William tem um irmãozinho lindo e amoroso que tem cinco aninhos e que decidiu andar o dia todo de mão dada comigo (o que me deixou bastante contente, verdade seja dita). Como tal, numa das nossas muitas conversas hoje, sucedeu-se o seguinte:


Príncipezinho: Sabes, eu não almoço na minha escola, é sempre noutra.
Quadrada: Ah sim?
Príncipezinho: Sim. É naquela onde o mano andava. (Escola Preparatória Padre Franklim)
Quadrada: Qual?
Príncipezinho: Na Pá do Frankenstein.

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Soulmates

por Quadrada, Sábado, 12.01.13

De alguma forma, sinto-me completamente lida pelo Príncipe. E quando digo "lida", refiro-me a ele parecer adivinhar tudo da minha vida, até mesmo coisas que nunca contei a ninguém. Ele diz que tem um segredo, um truque, uma forma de conseguir isso...mas não me quis dizer qual. Também não insisti porque percebi que, se soubesse, a magia ia-se embora. É impressionante como ele adivinha o que estou a pensar, como me diz "eu sei que estás com ciúmes, tens uma expressão muito particular que fazes sempre que te começa a dar a comichãozinha aí dentro", como afirma com toda a certeza "esta é a tua loja favorita" quando passamos pela Claire's (e acerta!)...mas o melhor mesmo foi ontem. Estávamos a ter uma conversa daquelas em que passamos a conhecer mais um monte de coisas um do outro, na qual falámos das nossas famílias, de histórias de quando éramos pequeninos (escusado será dizer que eu falei muito do meu pai e do meu avô)...às tantas, ele sai-se outra vez com as adivinhações. Então disse-lhe que, já que conseguia saber tanto sobre mim, gostava que me dissesse o que respondia caso lhe pedissem para fazer uma descrição de mim. Após me descrever de uma forma absolutamente precisa que me deixou maravilhada a olhar para ele e a pensar como é possível alguém me conhecer e perceber tão bem, ele falou de uma coisa que marcou completamente a minha vida pelos piores motivos. Foi uma das épocas mais difíceis para mim, da qual muito pouca gente sabe porque simplesmente optei por não falar sobre isso, dado que já passaram 6 ou 7 anos e ainda assim eu ainda choro e sofro quando penso nisso. Ele só disse que não sabia quando, como ou o que acontecera ao certo, mas que nalgum momento da minha vida me tinha sentido deslocada, como se não pertencesse ali, e que isso acabou por me moldar em certos aspectos.

E foi aí que desbobinei tudo. Pela primeira vez, falei de uma das épocas mais humilhantes, dolorosas e difíceis que passei, da qual nem os meus próprios pais sabem porque para mim era mais fácil fingir que não estava a acontecer nada. Foi a única vez que consegui não ter vergonha de dizer "fizeram-me isto", porque percebi que era ele que ali estava. Não fazia mal. Então contei-lhe, voltei a chorar ao evocar aquelas memórias, mas agora tinha-o a abraçar-me e a dizer-me as palavras certas.

Se me perguntarem como raio ele soube disto, como é que descobriu algo que ninguém sabia, como é que acertou em cheio...eu juro-vos que não sei. Ainda não consegui perceber qual é o truque, como é que ele faz isso...mas faz. Quando diz alguma coisa, acerta nos pontos em que devia acertar, fala de características que sei que tenho mas que ninguém percebe (quer físicas, quer psicológicas)...e eu fico a sentir que se calhar essa coisa das almas gémeas até existe.



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Aconchegos para a alma...

por Quadrada, Sábado, 12.01.13

Adoro quando falo do Príncipe à minha mãe e ela fica toda entusiasmada, com um sorriso no rosto, claramente aliviada por me ver feliz. Adoro que o meu pai pareça calmo com o assunto, e tenho a certeza que vai ficar mais calmo ainda quando o conhecer. Se ele soubesse, se tivesse noção do quanto eu estou nos melhores braços do Mundo...! E vai ter, eu sei que vai. Até porque eles são parecidos em várias coisas. Ontem estive a conversar com o Príncipe, contei-lhe algumas desavenças que eu e o meu pai tivemos em tempos, e uma das coisas que me aqueceram o coração foi ouvi-lo dizer "mas isso era apenas o teu pai a ser teu pai, porque se preocupa contigo". E para mim sempre foi importante ter ao meu lado uma pessoa que percebesse o que eu e o meu pai temos, porque é uma coisa realmente especial, que não é preciso ser verbalizada para ser vista e sentida. Não sei se é por ser rapariga e acabar por ser mais protegida, mas sinto mesmo uma ligação muito especial com o meu pai, então é importante para mim que a pessoa que eu escolher se dê bem com ele e o admire tanto como eu. Portanto imaginem o sorriso na minha cara quando contei ao Príncipe alguns momentos especiais entre mim e o meu pai e ele me disse que eram realmente adoráveis, ou o "ohh" que saiu da boca dele quando o meu pai me dedicou uma música toda lamechas no Facebook.

Pai, se não aprovares este, de certeza que não aprovas mais nenhum!


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