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E chegou o grande dia

por Quadrada, Segunda-feira, 21.01.13

O dia 20 de Janeiro de 2013 fica então marcado como o dia em que apresentei o Príncipe William à minha família. Os meus irmãos já o conheciam, os meus pais já tinham ouvido falar dele, e a verdade é que se tratou de uma coisa muito pouco formal...mas ainda assim ele estava nervoso. E eu também estava um bocadinho, para além da euforia presente pelo facto de estar prestes a apresentar o rapaz mais maravilhoso do mundo às outras duas pessoas mais maravilhosas da minha vida, que são os meus pais.

Já sabia que a minha mãe ia dar-se bem com ele porque é toda para a frentex e começa logo a mandar piadas and so on. Como ele também é bem disposto, supus que iam gostar um do outro. Ainda não falei com ela sobre o assunto, mas conheço-a e sei que gostou dele pela forma animada como lhe falou e por lhe ter dado os recados todos em vez de mos dar a mim. Quanto ao meu pai (que não era propriamente uma preocupação, mas sim uma incógnita, dado que não sabia mesmo qual seria a reacção dele), também me pareceu que o achou bom rapazito. Até lhe sorriu umas quantas vezes e tudo, e durante a viagem de carro até à gare fez as suas típicas brincadeiras. Não notei ciumeira ou reticência, portanto até respirei de alívio no fim.

Quanto ao Príncipe, ficou encantado da vida dele. Disse-me que achou a minha mãe super querida e muito parecida comigo, e que o meu pai foi muito simpático e bem disposto com ele. Segundo ele, tenho muita sorte com a família que me calhou na rifa e não percebeu porque é que fiquei tão receosa em relação ao meu pai, dado que o recebeu muito bem. Avé papá, que já sabia que não me ia desiludir.

No fundo já esperava que todos gostassem uns dos outros (ah sim, porque a mãe e a avó do Príncipe também conheceram a minha família, além de que ao que parece fui apelidada de "muito jeitosinha" pela avó dele, o que significa que foi um dia importante para os dois). E confesso que fiquei mesmo muito contente com este mini-encontro, especialmente porque o Príncipe se portou como um verdadeiro...Príncipe, vá, e deixou-me muito orgulhosa.

Claro que a coisa ainda é relativamente recente e, como tal, não posso dizer que se tornou em algo formalizado, mas daqui a um mês ou dois quero ver se o levo a jantar lá a casa na condição de meu namorado oficial. Não é que os meus pais sejam burros e não tenham percebido que é o que ele (a modos que) é, mas gostava de fazer as coisas com pés e cabeça. Além de que numa viagem de dez minutos de carro não dá propriamente para se conhecerem muito bem, então acho que um jantar ou algo parecido seria o ideal. Tenho que pensar bem nisso e ir apalpando o terreno.

Mas pronto, mais uma etapa se passou e estamos os dois muito contentes. Ele disse que estava bastante nervoso ao início e que só rezava aos céus para que não se notasse, mas que depois foi uma coisa natural e correu tudo bem. E, mais uma vez, fiquei a sentir que tenho a melhor família do mundo e que não há melhores amigos que eles!

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5. Carta para os teus sonhos

por Quadrada, Segunda-feira, 21.01.13


Querida eu,

É muito bom ver-te no palco. Confesso que é difícil espreitar por entre a multidão porque é mesmo muita gente e eu sou baixinha, mas consigo ouvir-te lá do fundo. A tua voz soa-me mais madura, e os acústicos continuam a ficar-te muito bem.

Soube que foste a Paris recentemente. Ouvi dizer que o Príncipe foi contigo e já vi algumas fotografias. Ficam muito bem juntos, declaro-me vossa fã. Ah, e os miúdos têm o teu nariz, se bem que o pirralho tem o cabelo do pai. Aquela juba não engana ninguém, nem precisa de teste.

Pude assistir ao vídeo do teu casamento e fiquei muito contente com o que vi. Foi uma cerimónia muito bonita e digna do que mereces.

Quanto às fotos das gravidezes, são coisinha para enternecer corações. Ficaste com um barrigão enoooorme! Mas era redondinho, ficava-te bem.

Estou muito orgulhosa do que vi. Espero que deixes de ser um sonho para passares a realidade.

Com amor,

Tu (eu).

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O Melhor de 2012

por Quadrada, Segunda-feira, 21.01.13


A Passagem de Ano já lá vai e estes posts cliché também...por isso é que decidi escrevê-lo só agora (precisamente para não ser cliché). A verdade é que 2012 não foi um ano muito simpático para mim. No entanto, foi com toda a certeza um ano crucial e de extrema importância para o decorrer da minha vida.
Como devem ter reparado (aliás, suponho que alguns de vocês ainda estejam meio confusos com isso), fui uma das muitas pessoas que terminaram relações longas em 2012. Isso foi uma coisa repentina e muito dolorosa para mim, por causa de toda a desilusão e surpresa que envolveu, além da parte de me ter separado de alguém de quem gostei muito e com quem partilhei alguns anos. No entanto (e sei que isto pode soar um bocadinho mal), todos os dias dou graças a Deus por tudo ter acontecido assim. Ainda bem que sufoquei de tanto chorar, ainda bem que passei noites em claro, ainda bem que sofri tanto, ainda bem que soube, que vi e que ouvi tantas coisas...ainda bem. Porque a verdade é que foi exactamente por causa disso que aconteceu o melhor de 2012:
1) Criei um grupo de amigos com quem mantenho laços muito fortes e pude cultivar mais e melhor as minhas amizades. É muito reconfortante saber que os tenho sempre ali, que eles me ouvem e compreendem, que me ajudam no que precisar e que fazem o que for preciso para me ver feliz. Isso sim, são amigos.
2) Vivi não só o melhor de Coimbra, como também o melhor de ser jovem. E isso é tão, mas tãããooo bom. É fantástico lembrar-me de todas as loucuras que fiz, todas as coisas que experimentei fazer; de ver o sol nascer; de ir tomar o pequeno almoço à pastelaria às oito da manhã acabadinha de chegar de uma noitada; de todos os sítios marados onde adormeci; das danças, de acordar ao som de Aretha Franklin, de comer alheira às 6 da manhã, de me apaixonar, de me desapaixonar, de conhecer coisas e pessoas, de sair só para um cafézinho e acabar numa festa africana às quatro da manhã, de entrar no Theatrix à pala pelo simples facto de ter "um sorriso tão lindo", de aprender a dançar kizomba com angolanos de gema, de rir às gargalhas, e ficarmos todos caladinhos para ouvir um solo de guitarra...enfim, toda uma panóplia de emoções, sensações, descobertas...todo um conjunto e novas coisas e novas pessoas que, trazendo coisas boas ou dores de cabeça, vieram sem dúvida colorir a minha história.
3) Percebi o meu valor, e isso é muito importante. Dei-me conta que sou forte e decidida e que, quando decido realmente uma coisa, consigo levá-la até ao fim. Percebi que mereço ser feliz, mas que tenho que ser eu a procurar essa felicidade, sabendo sempre que jamais andamos para a frente enquanto não largarmos o que nos puxa para trás.
4) Tive realizações fantásticas no ramo musical. Nesse aspecto, 2012 foi um excelente ano e não me posso mesmo queixar. Ainda bem.
5) E por último, mas não menos importante, reapareceu o meu Princípezinho que eu tanto adoro e que veio encher de cor o meu mundo cinzento. Com ele vieram os risos, os sorrisos, os mimos, os abraços, as manifestações espontâneas e sinceras, o carinho, o cuidado, o afecto. Claro que muitos campos da minha vida sofreram alterações e tive que acalmar um bocado o speed, mas a verdade é que não sinto falta nenhuma disso. Continuo a sair, a divertir-me, a estar com os meus amigos quando quero, e ele respeita muito o meu espaço. Aliás, ele respeita-me no geral e isso é uma dádiva. Adoro quando ele me abraça de repente, quando o apanho a olhar para mim montes de tempo, quando me chama só para me dizer que me acha linda...todas essas coisas, por muito pequenas que pareçam aos olhos ele, significam o mundo para mim. São elas que me mostram que tudo o que passei valeu a pena, e a verdade é que se foi preciso todo aquele tormento para receber um tesouro deste tamanho, então passava por tudo mais uma vez se assim tivesse que ser.

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Alerta vermelho 2013 - Eu sobrevivi

por Quadrada, Segunda-feira, 21.01.13


(esta sou mesmo eu, tornada num Zombie para ilustrar o que estão prestes a ler)


Uma cama quentinha, o aquecedor ligado, uma garrafa de de Coca-Cola de dois litros, pipocas, um filme da Disney e o Príncipe William agarradinho a mim. Sinceramente, o cenário para um dia digno de apocalipse não podia ser melhor...
...a questão é que não foi nada assim. Eu e o Príncipe saímos de casa às nove da manhã para apanharmos o combóio das nove e cinquenta. Estava a chover a potes, o vento soprava que era uma coisa doida e fazia um frio dos diabos. No entanto, lá íamos nós com as malas a reboque, tentando abrigar-nos debaixo do meu guarda-chuva...que, claro está, se virou ao contrário e partiu as varetas a meio do caminho.

Resultado: fomos à chuva até à estação dos combóios. Já completamente ensopados, fomos comprar os bilhetes...mas não havia combóio porque a linha estava cortada. Fantástico. Dali até à gare os Expressos atravessámos um autêntico dilúvio. Chovia tanto que parecia coisa má, tínhamos as botas ensopadinhas em água, e pingávamos por todo o lado. Parecia que tínhamos andado a treinar para os Olímpicos com o Michael Phelps...só que vestidos.

Chegados à gare, ainda ficámos uma hora à espera do Expresso. Quando ele finalmente chegou, deparámo-nos com uma viagem algo atribulada, em que o autocarro abanava por tudo quanto era sítio devido à força do vento. Enquanto isso, estávamos há não sei quanto tempo a tentar contactar a mãe do Príncipe para ela nos ir buscar à gare em vez de ir à estação, mas na terrinha não havia luz nem rede. Melhor que isso (como se não bastasse tanta correria) foi a parte de termos ficado parados na autoestrada durante mais de duas horas devido à queda de árvores e postes de electricidade.

Ou seja, ali estávamos nós parados no meio do nada, com fome e sono, sem ninguém saber de nós, sem forma de contactarmos fosse quem fosse, e a amaldiçoar o momento em que decidimos não passar o fim de semana em Coimbra. Estava eu já com uma camada de nervos descomunal quando o Príncipe me diz o ouvido: "Já vi muitos ataques de zombies começarem assim". Eu fiquei a olhar para ele com cara de carrapato encardido e ele, com a maior das convicções, saca da mochila um livro intitulado "The Zombie Survival Guide" (que não é mais que um manual de sobrevivência a ataques de zombies), acrescentando "não vá o Diabo tecê-las". Juro que isto filmado era coisinha merecedora de Óscar.

E pronto. Com tanta coisa produtiva que podia ter feito para nem sofrer as consequências do temporal, decidi meter-me num presságio de apocalipse zombie com um tipo que por acaso tinha um manual de sobrevivência. E cá está, sobrevivemos.

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