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Injustiças

por Quadrada, Sexta-feira, 26.04.13

Fiquei derriadinha da minha vida quando soube que há uma rapariga que tem um blog há uns míseros TRÊS ANOS (!!!) e já é paga para escrever nele e fazer vídeos para o Youtube a falar da vida dela, muito basicamente. Tem patrocínios de lojas de roupa, convites para eventos, é paga para escrever e falar, e ainda agora recebeu um apartamento para ir morar com o namorado. Tudo isto com a minha idade, 21 aninhos acabaditos de fazer.

Ora, isto indignou-me. E porquê? Porque anda aqui uma triste jovem há cinco anos a escrever um blog com todo o apreço, amor e carinho; a falar da vida dela como se não houvesse por vir; e a juntar à carga ainda acrescenta um namorado que até se predispõe a aparecer em vídeos após muita pancada, ameaça e tortura física. Mas predispõe-se, é o que interessa.

E guito? Nem vê-lo! Ninguém me dá roupas nem convites para eventos (a não ser os Facebooks dos bares da minha terra, que me convidam para 182791873918 eventos ao longo de uma semana), nem o triste do Samsung Diva recebi quando andavam a doá-lo a algumas bloggers, e para dizer a verdade nem um copo de água me oferecem! Fico chateada, pois está claro. Logo agora que me dava um jeitaço um apartamento novo para mim e para o Gui!

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Nota

por Quadrada, Sexta-feira, 26.04.13

...reparei que fui super repetitiva no último post, mas são cinco e meia da manhã, enough said.

'Xculpem lá qualquer coisa.

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Além fronteiras

por Quadrada, Sexta-feira, 26.04.13

Ao longo dos meus quase 21 anos de vida, fui passando por diversas fases e, com elas, diversas amizades. Cada etapa dependia da fase que eu estava a ultrapassar, dos meus interesses, da minha maneira de ser...e é por isso que o nosso círculo de amigos vai mudando. É claro que há afastamentos forçados, como quando mudamos de cidade ou de escola e, naturalmente, o contacto diminui ou chega mesmo a cessar. Aconteceu-me isso várias vezes, com pessoas com quem um dia fui tipo unha e carne, mas é o ciclo normal da vida.

Depois há aquelas amigas de infância ou pelo menos de há muitos anos que ficaram até hoje, com quem ainda me rio, que ainda acrescento à lista de convidados para convívios e festas, com quem não custa estar e que sei que estão lá a qualquer momento. Essas conservo com a vida e sei que não preciso de lhes ligar todos os dias nem eles a mim para saber que se tratam dos meus amigos na verdadeira essência da palavra.

Mas, sem me esquecer de toda a consideração e carinho que tenho por eles, não foi destas pessoas que decidi falar neste post. Portanto vou passar ao assunto em concreto, tentando não dispersar.

 

Uma das coisas que já abordei aqui é o facto de acreditar na existência de almas gémeas. Não só no sentido romântico da palavra, mas noutros aspectos também. Acredito que existem pessoas que encaixam em nós como uma luva, que parecem ter sido desenhadas para nós. No sentido amoroso acredito que isso aconteça com uma pessoa apenas, ou seja, até podermos dar-nos bem com várias pessoas mas aquele encaixe perfeito de personalidades and so on acontece só com uma. E feliz de quem encontra essa pessoa, garanto-vos, porque tudo é absolutamente natural, até se passarem três anos separados. Mas isso já é outro assunto, portanto adiante: no que toca a amizades, acho que há várias pessoas assim, feitas para nós. E é por ter encontrado essas pessoas que decidi falar delas aqui. São três: a Sofia, a Julia e a Mafalda.

 

A Sofia é sem ponta de dúvida a minha melhor amiga. Conheço-a há sensivelmente dois anos e sinto que somos amigas desde o jardim de infância. Contamos tudo uma à outra e o melhor é que entre nós não há tabus nem problemas. Se eu não curto uma atitude dela sei que posso dizer-lhe e, apesar de ela ser mais sensível que os meus pés quando calço saltos altos, a verdade é que depois passa-lhe, ela volta para conversarmos melhor e entende. E se ela tiver que me dizer que o meu namorado é um idiota de m*rda também diz sem problema nenhum, porque a verdade é que podemos ser nós próprias e temos abertura suficiente uma com a outra para dizermos o que pensamos sem que isso seja uma falta de respeito (acho importante salientar que ela adora o Gui e aprova-o totalmente, atenção o.O).

Eu e a Sofia somos muito parecidas. Nascemos no mesmo mês, com muito poucos dias de intervalo, o que faz com que sejamos do mesmo signo. Pensamos da mesma maneira em quase tudo, e aquilo em que discordamos pode perfeitamente ser debatido sem stress. E acho que somos a prova de que, quando realmente há vontade, uma amizade não esfria nem acaba por causa da distância ou porque não se conversa há três semanas. Moramos a duas horas de distância uma da outra e as únicas formas de nos vermos incluem fazer uma viagem de Expresso ou combóio. Não temos a mesma facilidade que as melhores amigas "normais" têm de andar dez minutos e estarem em casa uma da outra. Não. Nós temos duas horas de autoestrada a separar-nos e mesmo assim sinto que estamos juntas todos os dias. Conversamos por mensagens, por facebook, rimo-nos ao telefone, partilhamos coisas uma com a outra, conhecemo-nos melhor que ninguém e, muito sinceramente, posso dizer que para além do Gui e da minha família, a Sofia é sem dúvida a pessoa que me conhece melhor.

Mas sinceramente atrevo-me a dizer que ao contrário acontece o mesmo. Não é preciso muito para saber quando ela está chateada, porque é que está, quando está cansada, quando está triste ou quando anda com muitos trabalhos na faculdade. Percebo-o na maneira de falar, até na maneira de escrever. E o maravilhoso disso é que não é preciso dizermos. Simplesmente entendemos. E estamos a falar da pessoa que não tem qualquer problema em passar horas ao telefone a ouvir-me queixar da mesmíssima coisa e, ainda assim, ter paciência para me voltar a dar a mesmíssima resposta once again. E acho que foi por isso que quis tanto a "aprovação" dela quando comecei a namorar com o Gui. Sabia que ela ia gostar dele por motivos óbvios e porque, de facto, ele é o tipo de pessoa e de namorado que ela sempre me disse que gostava que eu tivesse. Aqui está ele a fazer por merecer a boa fé e bênção de Sofia Reis. E ainda bem, porque a bem dizer eles são cunhados pelo simples facto de eu olhar para ela e ver a minha irmã de pais diferentes.

 

A Julia é exactamente a mesma coisa, só que com a desvantagem de morar no Brasil. É a caçulinha do grupo e é engraçado lembrar-me dela com 14 anos quando já está uma mulher de 16. Sempre admirei nela o facto de ser muito madura para a idade dela. Facilmente se encaixou no grupo, apesar de ter cerca de 4/5 anos de diferença das restantes, precisamente porque a mentalidade dela se assemelhava bastante à nossa (ainda estou para perceber se é mesmo ela que é crescida ou se somos nós que somos retardadas). Adoro conversar com ela, rimo-nos imenso juntas porque andamos sempre a fazer piadas, e sinceramente só tenho pena que exista um oceano a separar-nos.

A Ju é super carinhosa, inteligente, divertida, tem um sentido de humor fantástico e é deslumbrante. A sério, ela é mesmo bonita. Caiu-me nas boas graças quando disse que achava o Gui um gato, porque se não fosse isso nem lhe achava assim tanta piada. Não, estou a brincar, já gostava dela antes disso :D E a verdade é que, mesmo estando ela no Brasil, vamos estar presentes no casamento uma da outra, mais que não seja como noivas prontas a casar quando os nossos namorados perceberem que não estão para nos aturar e mais ninguém nos quiser.

 

A Mafalda é o meu rato de laboratório e vai servir como objecto de tese para o meu mestrado. Não, estou a brincar. Mas podia perfeitamente ser dado que ela é bipolar, só que ainda não sabe. Bom, ainda assim estamos a falar de um ser humano com um coração do tamanho do mundo. Faz-se de dura, mas é muito sensível e solidária. É a primeira a ajudar quando alguém precisa e chora a potes com qualquer coisa. É isso que acho piada nela. Ora está a fazer cara feia e a dizer que não tem paciência para nada, como no minuto a seguir está a chorar porque eu lhe mandei uma mensagem com um coração -.-

Foi uma das pessoas que nunca me abandonou. Nunca, em momento algum. Temos abertura suficiente para discutir, dizer trinta por uma linha, até chamarmos nomes uma à outra se isso for o que é necessário para abrirmos os olhos. Já aconteceu e nenhuma das duas acha que tenha sido mal feito porque as nossas desavenças só contribuíram para nos conhecermos melhor e sermos ainda mais amigas. Porque sim, somos genuinamente amigas uma da outra e nem que estejamos um mês sem ter uma conversa decente, é certo que o que sentimos não esfria. Eu continuo a tê-la com muito carinho no meu coração e ela sabe com toda a certeza que pode recorrer a mim para o que for preciso.

 

E pronto, cá está o meu post. Não sei se vos interessou, mas sei que pelo menos vou fazer felizes as minhas três irmãs. E, sinceramente, isso chega para me deixar satisfeita :)

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